Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Sexta-Feira Santa e uma Igreja Matriz mais silenciosa do que o normal. Em meio à pandemia, a celebração da Paixão e Morte do Senhor aconteceu na tarde de ontem, 10 de abril, com as portas fechadas, mas foi transmitida ao vivo para milhares de pessoas que, através da internet, permaneceram unidas em oração. Do lado de dentro, padres se revezaram nas atribuições litúrgicas, com o apoio de pequena equipe de canto. “Neste dia santo da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, paramos demoradamente para contemplar sua crucifixão e morte. Eis que estamos diante de um crucificado que “passou a vida fazendo o bem” (At 10,38)! Jesus, em sua vida terrena, foi um homem simples, alegre, cheio de bondade, ternura e compaixão. Amigo dos discípulos que o seguiram, amigo dos irmãos de Bethânia (Marta, Maria e Lázaro cf. Jo 11,5), amigo de publicanos e pecadores (cf. Lc 7,34), esteve próximo das crianças, das mulheres, dos doentes, dos estrangeiros e de todos os excluídos da sua época. Aproximou-se e conviveu também com pecadores e impuros (cf. Mc 2, 16)! Não olhava as aparências e sim o coração das pessoas (cf. Mc 12, 14); mostrava-se manso e humilde (cf. Mt 11, 29), era acolhedor (cf. Mt 11, 28; Jo 1, 39; Mc 10, 13-16), misericordioso (cf. Jo 8, 1-11), sempre preocupado com a necessidade dos outros (cf. Jo 6, 5)”, disso o pároco, padre Diomar, durante a homilia. Mesmo sem praticar nenhum mal, Cristo foi condenado à morte de cruz. “Desfigurado, sem beleza, desprezado, maltratado, ferido, humilhado, coroado de espinhos, coberto de dores, cheio de sofrimentos, chagado, golpeado muitas vezes e até depois da morte com a espada que transpassou seu coração, eliminado do mundo dos vivos e sepultado”, descreveu, padre Diomar. O pároco então citou a passagem de Isaías, capítulo 53, que afirma: Jesus tomou para si as dores e enfermidades do mundo. “Neste dia, Ele sofre conosco. Lembramos da dor causada pelo Coronavírus: a dor da enfermidade, a dor da morte e do luto, a dor do desemprego, a dor do desânimo e do desamparo, a dor da violência, especialmente a violência doméstica, as dores de tantas crises que se desencadeiam junto com o isolamento social; a dor da solidão e a dor do desprezo... soma-se aqui a sua dor particular e a dor da sua família, a dor de cada um de nossos paroquianos”, lembrou. De acordo com padre Diomar, diante do corpo já sem vida na cruz, resta a certeza do amor mais profundo e verdadeiro. “Portanto, deixemos Sua compaixão e misericórdia tocarem as nossas fraquezas porque Jesus as entende e as redime com sua cruz”, ressaltou.
Oração Senhor, ao contemplarmos vosso corpo crucificado e morto, dai-nos permanecer firmes na fé que professamos. Confiantes nos aproximamos do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio neste momento oportuno (cf. Hb 4,14.16). A punição a ti imposta foi o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura (cf. Is 53,5). Que sua morte nos dê paz e cure nossas feridas. Que sua obediência filial frutifique em salvação eterna para todos os que te obedecem (cf. Hb 5,8-9).
Aumentar Fonte +
Diminuir Fonte -
Sexta-Feira Santa e uma Igreja Matriz mais silenciosa do que o normal. Em meio à pandemia, a celebração da Paixão e Morte do Senhor aconteceu na tarde de ontem, 10 de abril, com as portas fechadas, mas foi transmitida ao vivo para milhares de pessoas que, através da internet, permaneceram unidas em oração. Do lado de dentro, padres se revezaram nas atribuições litúrgicas, com o apoio de pequena equipe de canto.
“Neste dia santo da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, paramos demoradamente para contemplar sua crucifixão e morte. Eis que estamos diante de um crucificado que “passou a vida fazendo o bem” (At 10,38)! Jesus, em sua vida terrena, foi um homem simples, alegre, cheio de bondade, ternura e compaixão. Amigo dos discípulos que o seguiram, amigo dos irmãos de Bethânia (Marta, Maria e Lázaro cf. Jo 11,5), amigo de publicanos e pecadores (cf. Lc 7,34), esteve próximo das crianças, das mulheres, dos doentes, dos estrangeiros e de todos os excluídos da sua época. Aproximou-se e conviveu também com pecadores e impuros (cf. Mc 2, 16)! Não olhava as aparências e sim o coração das pessoas (cf. Mc 12, 14); mostrava-se manso e humilde (cf. Mt 11, 29), era acolhedor (cf. Mt 11, 28; Jo 1, 39; Mc 10, 13-16), misericordioso (cf. Jo 8, 1-11), sempre preocupado com a necessidade dos outros (cf. Jo 6, 5)”, disso o pároco, padre Diomar, durante a homilia.
Mesmo sem praticar nenhum mal, Cristo foi condenado à morte de cruz. “Desfigurado, sem beleza, desprezado, maltratado, ferido, humilhado, coroado de espinhos, coberto de dores, cheio de sofrimentos, chagado, golpeado muitas vezes e até depois da morte com a espada que transpassou seu coração, eliminado do mundo dos vivos e sepultado”, descreveu, padre Diomar.
O pároco então citou a passagem de Isaías, capítulo 53, que afirma: Jesus tomou para si as dores e enfermidades do mundo. “Neste dia, Ele sofre conosco. Lembramos da dor causada pelo Coronavírus: a dor da enfermidade, a dor da morte e do luto, a dor do desemprego, a dor do desânimo e do desamparo, a dor da violência, especialmente a violência doméstica, as dores de tantas crises que se desencadeiam junto com o isolamento social; a dor da solidão e a dor do desprezo... soma-se aqui a sua dor particular e a dor da sua família, a dor de cada um de nossos paroquianos”, lembrou.
De acordo com padre Diomar, diante do corpo já sem vida na cruz, resta a certeza do amor mais profundo e verdadeiro. “Portanto, deixemos Sua compaixão e misericórdia tocarem as nossas fraquezas porque Jesus as entende e as redime com sua cruz”, ressaltou.
Oração
Senhor, ao contemplarmos vosso corpo crucificado e morto, dai-nos permanecer firmes na fé que professamos. Confiantes nos aproximamos do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio neste momento oportuno (cf. Hb 4,14.16). A punição a ti imposta foi o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura (cf. Is 53,5). Que sua morte nos dê paz e cure nossas feridas. Que sua obediência filial frutifique em salvação eterna para todos os que te obedecem (cf. Hb 5,8-9).
Indique a um amigo