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“O Senhor é a pessoa que muito nos ama, ao ponto de dar sua vida”

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Uma caminhada solitária e silenciosa, rumo ao altar da igreja Matriz São Luís Gonzaga. Na tarde desta Sexta-feira Santa, 15 de abril, o pároco, padre Diomar Romaniv, deu sequência ao Tríduo Pascal, presidindo a solenidade da Paixão e Morte do Senhor, também concelebrada pelo vigário, padre Claudionor Schmitt. 
“Nossa missão, nestes dias santos, é de ajudar o povo a rezar. Especialmente hoje, quando refletimos a dor, a paixão e a morte de Jesus. Vivemos este dia com o espírito de luto e de tristeza pela morte Daquele que nos salvou. A liturgia de hoje é marcada pelo silêncio, interiorização e compenetração, para que cada um se aproxime deste mistério e saia daqui com um significado mais profundo de que o Senhor é a pessoa que muito nos ama, ao ponto de dar sua vida”, descreve o pároco, padre Diomar Romaniv. 
Durante a oração universal, que integra a liturgia da Paixão do Senhor, a paróquia São Luís Gonzaga seguiu a orientação do Papa Francisco, intercedendo a Deus pela paz no mundo e pelo fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. “Oremos pelos governantes, para que ilumine as suas mentes e corações para buscar o bem comum em verdadeira liberdade e paz\", invocava um trecho da oração. 
“Queremos rezar pela paz e pelo fim de todas as guerras. Existem tantos conflitos que não são divulgados, até mesmo no interno de nossas famílias. Queremos pedir que o Senhor, que morreu pela nossa salvação, nos dê a paz”, enfatiza padre Diomar.

Procissão
Assim como no Domingo de Ramos, a Sexta-feira Santa também foi marcada por uma procissão pelas ruas da cidade. Esta, no entanto, não tinha cânticos alegres ou palmas nas mãos, recordando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Ao contrário: o silêncio e a piedade se fizeram presentes. Enquanto ministros da Sagrada Comunhão carregavam nos ombros a imagem do Senhor Morto, uma multidão acompanhava o cortejo, zelosa e contemplativa. 
“A procissão de hoje nos recorda que somos peregrinos e que a vida não termina com a morte. Jesus abriu para nós as portas da eternidade e, com Ele, caminhamos rumo à glória”, diz padre Diomar. 
A procissão encerrou na escadaria da igreja, com a imagem do Senhor Morto colocada dentro da gruta, em meio ao jardim. “Agora nos resta esperar, para celebrar a ressurreição”, destaca o pároco. 

Celebrações
Padre Diomar explica que este sábado ainda é um dia de silêncio. “É quando Jesus cumpre outra missão: descer à mansão dos mortos para dizer que está vivo e, assim, abrir as portas do céu”, pontua.
A Vigília Pascal será celebrada hoje, às 19h, na igreja Matriz. O pedido é que as pessoas tragam velas para representar Jesus como a luz do mundo, que vence as trevas da morte, do pecado e de todo o mal. 
Já o anúncio da ressurreição está marcado para as 6h de domingo, com a aurora festiva que inicia na gruta, junto ao túmulo do Senhor. Logo após, haverá adoração ao Santíssimo Sacramento na igreja Matriz, seguida pela missa de Páscoa às 7h, 9h, 17h e 19h. 


Oração de Sexta-feira Santa
*Escrita pelo pároco, padre Diomar Romaniv

Diante do Crucificado que está morto, somos convidados e pensar na dor, na paz e no amor!

Querido Jesus, 
Olhamos o seu corpo machucado: Homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; tão desprezível era que não fazíamos caso. 
Ó dores que acalmam as nossas dores, suas feridas entendem e acolhem as nossas feridas!
Foste Vítima da violência: desejamos que suas dores aplaquem todas as violências e as guerras! 

Querido Jesus,
Contemplamos o seu rosto: É verdade que não tinha beleza nem atrativo para olharmos; não tinha aparência que nos agradasse. Desfigurado estava. 
Mas parece que está apenas dormindo... É a face de quem transmite paz! De fato, a imagem mais bonita de Deus é o seu rosto Jesus! O seu rosto crucificado, agora morto, é um rosto de paz, um rosto que transmite perdão e salvação!
Ó bendito rosto que hoje contemplamos morto: sua morte foi o preço da nossa paz, o preço da nossa cura!

Querido Jesus,
Olhamos para o seu coração. É um coração aberto! Este coração sintetiza toda a sua vida aberta para acolher; e, agora, na morte, é aberto para se dar! Dá-se para nossa salvação! E, ainda, no sangue e água que jorram de Seu lado, dá também os sacramentos do Batismo e da Eucaristia!
Ó Divino Coração, aberto para nossa salvação, ensinai-nos a acolher e a se doar!

Queridos irmãos e irmãs,
Reconheçamos neste dia dolorido a força do Senhor, o amor que surpreende porque dá a vida para nossa salvação: “Ele tomou sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores... Ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes”.
Aproximemo-nos Dele, com toda a confiança, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno, pois Ele é causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

 
 
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