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Bênção dos Ramos e procissão marcam início da Semana Santa

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Quatro celebrações neste domingo, 10 de abril, deram início à Semana Santa 2022 na Paróquia São Luís Gonzaga. O Domingo de Ramos, diferente dos últimos dois anos, foi marcado pela bênção dos ramos e a procissão, que teve início no Convento Sagrado Coração de Jesus. Em seguida, equipe litúrgica, ministros e o padre, junto ao povo, seguiram até a igreja Matriz, em procissão, marcando, com muita emoção, o caminho que faz memória à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Com os ramos nas mãos, os fiéis participaram da solene liturgia que marca o início da Semana Santa - centro do grande acontecimento da fé cristã, como destaca o pároco, padre Diomar Romaniv. "Queremos celebrar com piedade essa Semana Santa e, por isso, preparamos com carinho todas as celebrações. A procissão é um dos gestos devocionais, fizemos isso nas comunidades também e neste domingo pela manhã na Matriz, saindo do Convento, caminhando com o povo. É tão bonito ver as famílias reunidas, unidas a nós, para viver esse momento de início da Semana Santa e assim, consagrar essa semana para o mistério da nossa salvação".

Mistério central da fé

Há dois anos, o corredor central da Matriz foi o caminho percorrido por seis padres, com ramos nas mãos, em uma procissão que parecia mais longa que o normal, pela incerteza do tempo que começava. Era, ali, o início de um longo período pandêmico. Hoje, dois anos depois, a Igreja voltou a viver a Semana Santa com a profundidade que esses sete dias representam para os cristãos. Não há mais a obrigatoriedade do uso de máscaras, distanciamento social e limitação de pessoas na igreja. Por isso, milhares de fiéis, paroquianos e visitantes, participaram da procissão e acompanharam a missa de Ramos, em comunidade. No templo, o espaço ficou pequeno para tamanha expressão concreta da fé, de um povo sedento para viver, intensamente, o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.  

"Da alegria à dor. Da acolhida ao desprezo. Da vida à morte para a Ressurreição! Sempre em paz!"

A abertura da homilia da missa das 9h, celebrada pelo pároco, padre Diomar Romaniv, revela a síntese do que foi ouvido a respeito de Jesus nos Evangelhos. "O caminho até Jerusalém marca um momento de intensa alegria, onde o povo reconhece Jesus como rei, grita e louva a Deus pelos milagres que tinham visto. E o caminho do calvário marca um momento de intensa angústia e dor, onde outra parte do povo vê em Jesus um agitador", refletiu o pároco.

Jesus é acolhido e desprezado, amado e odiado, maltratado e morto. A meditação deste primeiro dia também fala sobre a postura de Jesus ao compreender que tudo que viverá pelos próximos dias, o fará sofrer, porém, encontra no Senhor Deus o seu auxílio. "Assim, Ele conserva o rosto impassível, não fica abatido nem desanimado, porque sabe que não sairá humilhado", continuou o padre.

O amor surpreendente de Deus

O anúncio da Paixão, segundo Lucas, o evangelista da Misericórdia, faz questão de destacar os atos misericordiosos de Jesus vividos no caminho do calvário. Por isso, padre Diomar conduziu sua homilia convidando a reflexão sobre três cenas que ajudam a contemplar a misericórdia e o amor surpreendente de Deus. Na primeira cena, no caminho com a Cruz, encontramos o Consolado que consola, conforme exemplifica padre Diomar. “Algumas mulheres que seguiam Jesus, batendo no peito e chorando por ele, são consoladas por Jesus. Jesus volta o olhar para essas mulheres chorosas e, movido de compaixão, mesmo em meio à dor, ele as consola porque compreende que o mal que sofre não se restringe a Ele, mas fere a todos. Encontramos nessa cena um amor compassivo que sempre consegue o olhar à dor do outro, mesmo quando intensas são as suas próprias dores", disse o pároco. Na segunda cena, o Condenado suplica perdão aos algozes. "Já no alto da cruz, depois de todo o sofrimento do Calvário, Jesus encontra forças para rezar ao Pai, e reza pedindo perdão: 'Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem'. Que surpreendente amor se aprende aqui de Jesus! Na hora de maior injustiça e fraqueza, o coração se abre em oração pelo perdão! Com os braços abertos na cruz, Jesus dá o abraço de perdão". Na terceira cena, o Crucificado salva. "Na agonia da morte, ouve-se o pedido confiante de um dos crucificados com Jesus, para que se lembre dele quando entrar no Reino. Se surpreende o pedido do ladrão, mais surpreendente é a resposta de Jesus: 'ainda hoje estarás comigo no Paraíso'. O ladrão não só morre com Jesus, mas morre em comunhão com Jesus. A salvação dele acontece no alto da cruz onde o amor de Jesus o envolve e o acolhe na vida eterna", refletiu o pároco, durante sua homilia do Domingo de Ramos.

Na Semana Santa que se inicia, a Igreja convida a acolher a misericórdia de Deus que consola, perdoa e salva. Confira a programação e participe das celebrações do Tríduo Pascal e o domingo da Páscoa.

Quinta-feira Santa (14 de abril)

 7h - Adoração ao Santíssimo Sacramento

 19h30 - Missa da Ceia do Senhor

Sexta-feira Santa (15 de abril)

15h - Celebração da Paixão, seguida de procissão com a imagem do Senhor morto pelas ruas da cidade.

Sábado Santo (16 de abril)

19h - Vigília Pascal

Domingo de Páscoa (17 de abril)

6h - Anúncio da Ressurreição e adoração ao Santíssimo Sacramento

Missas às 7h, 9h, 17h e 19h.

 
 
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