Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Era por volta das 17h, do dia 30 de junho, quando Brusque parou. Ventos com mais de 100 km/h atingiram a cidade, deixando um rastro de destruição. Na igreja Matriz, a única preocupação estava relacionada com o corte da energia elétrica, especialmente minutos antes da missa, que seria marcada pela procissão e bênção solene junto ao tapete de Corpus Christi. Suspiros aliviados ecoaram pela igreja quando a luz voltou e a celebração iniciou com três minutos de atraso, mas devidamente transmitida pelas redes sociais. Do lado de fora da igreja, o som vinha das sirenes de ambulância. Destemidos bombeiros trabalhavam ativamente no resgate e na preservação da vida. Em tempos de pandemia, eles também precisaram se adaptar, sem perder a essência de correr contra o tempo para salvar quem pede por socorro. Por essa, e tantas outras razões, o serviço do Corpo de Bombeiros é uma vertente da Campanha da Fraternidade de 2020. “A vida é uma dádiva divina e deve ser defendida, preservada e respeitada. Nascemos para bem viver. Penso que devemos atuar sempre para valorizar a vida. E valorizar a vida é entender que temos um papel a cumprir, seja como pai, mãe, filho/filha, cidadão, profissional, membro da igreja, seja ela qual for, e membro da comunidade. Seja no trânsito, no local de trabalho, enfim, no dia a dia e no trato com as outras pessoas é que mostramos como temos encarado a vida”, destaca o comandante do Corpo de Bombeiros de Brusque, Jacson Luiz de Souza.
PandemiaQuando os primeiros casos do novo coronavírus (Covid-19) foram confirmados em Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros Militar precisou rapidamente se adequar às recomendações sanitárias, através da mudança de protocolos de atendimento às vítimas e do uso de equipamentos de proteção individual (EPI). Conforme lembra o comandante, foi difícil encontrar estes insumos do dia para a noite. “Ainda é difícil. Custa caro, exige muitos cuidados, limpeza permanente das viaturas, ambulâncias, dos Quartéis, pois ao contrário de outros locais, empresas, estabelecimentos públicos, nós não podemos simplesmente fechar as portas ao primeiro contato de algum profissional com o vírus. Tivemos que mudar nossa forma de atuação para nos proteger e proteger nossos familiares. Pois, ao término de cada turno, temos que retornar em segurança para nossas casas”, afirma o comandante. Segundo ele, a pandemia mostrou o quanto as pessoas dependem umas das outras para sobreviver. “Isolados sofremos bastante. E a nossa atitude de bem viver irá influenciar a vida das pessoas que nos cercam. Se verdadeiramente respeitamos as pessoas, iremos nos cuidar, seguir as recomendações médicas e sanitárias”, acrescenta.
CicloneTodas as manhãs o Corpo de Bombeiros se prepara para ocorrências rotineiras, como acidentes de trânsito, incêndios e emergências médicas. Mas, na manhã de 30 de junho, já com o alerta da Defesa Civil sobre a mudança na condição climática, a guarnição de serviço deixou equipamentos, como motosserras, em pronta condição de uso. No entanto, o ciclone superou a previsão e surpreendeu pela força e pelos danos causados.“Nossa capacidade de resposta foi superada, tanto é que levamos mais dois dias para atender todas as demandas de corte de árvores, desobstrução de vias e retiradas de árvores caídas ou ameaçando residências e redes elétricas. O trabalho foi intenso e mais uma vez mostrou a todos que a natureza impõe que adotemos medidas de preservação, de prevenção e mitigação aos riscos e desastres”, orienta.
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Era por volta das 17h, do dia 30 de junho, quando Brusque parou. Ventos com mais de 100 km/h atingiram a cidade, deixando um rastro de destruição. Na igreja Matriz, a única preocupação estava relacionada com o corte da energia elétrica, especialmente minutos antes da missa, que seria marcada pela procissão e bênção solene junto ao tapete de Corpus Christi. Suspiros aliviados ecoaram pela igreja quando a luz voltou e a celebração iniciou com três minutos de atraso, mas devidamente transmitida pelas redes sociais.
Do lado de fora da igreja, o som vinha das sirenes de ambulância. Destemidos bombeiros trabalhavam ativamente no resgate e na preservação da vida. Em tempos de pandemia, eles também precisaram se adaptar, sem perder a essência de correr contra o tempo para salvar quem pede por socorro. Por essa, e tantas outras razões, o serviço do Corpo de Bombeiros é uma vertente da Campanha da Fraternidade de 2020.
“A vida é uma dádiva divina e deve ser defendida, preservada e respeitada. Nascemos para bem viver. Penso que devemos atuar sempre para valorizar a vida. E valorizar a vida é entender que temos um papel a cumprir, seja como pai, mãe, filho/filha, cidadão, profissional, membro da igreja, seja ela qual for, e membro da comunidade. Seja no trânsito, no local de trabalho, enfim, no dia a dia e no trato com as outras pessoas é que mostramos como temos encarado a vida”, destaca o comandante do Corpo de Bombeiros de Brusque, Jacson Luiz de Souza.
Pandemia
Quando os primeiros casos do novo coronavírus (Covid-19) foram confirmados em Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros Militar precisou rapidamente se adequar às recomendações sanitárias, através da mudança de protocolos de atendimento às vítimas e do uso de equipamentos de proteção individual (EPI). Conforme lembra o comandante, foi difícil encontrar estes insumos do dia para a noite. “Ainda é difícil. Custa caro, exige muitos cuidados, limpeza permanente das viaturas, ambulâncias, dos Quartéis, pois ao contrário de outros locais, empresas, estabelecimentos públicos, nós não podemos simplesmente fechar as portas ao primeiro contato de algum profissional com o vírus. Tivemos que mudar nossa forma de atuação para nos proteger e proteger nossos familiares. Pois, ao término de cada turno, temos que retornar em segurança para nossas casas”, afirma o comandante.
Segundo ele, a pandemia mostrou o quanto as pessoas dependem umas das outras para sobreviver. “Isolados sofremos bastante. E a nossa atitude de bem viver irá influenciar a vida das pessoas que nos cercam. Se verdadeiramente respeitamos as pessoas, iremos nos cuidar, seguir as recomendações médicas e sanitárias”, acrescenta.
Ciclone
Todas as manhãs o Corpo de Bombeiros se prepara para ocorrências rotineiras, como acidentes de trânsito, incêndios e emergências médicas. Mas, na manhã de 30 de junho, já com o alerta da Defesa Civil sobre a mudança na condição climática, a guarnição de serviço deixou equipamentos, como motosserras, em pronta condição de uso. No entanto, o ciclone superou a previsão e surpreendeu pela força e pelos danos causados.
“Nossa capacidade de resposta foi superada, tanto é que levamos mais dois dias para atender todas as demandas de corte de árvores, desobstrução de vias e retiradas de árvores caídas ou ameaçando residências e redes elétricas. O trabalho foi intenso e mais uma vez mostrou a todos que a natureza impõe que adotemos medidas de preservação, de prevenção e mitigação aos riscos e desastres”, orienta.
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