Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -A Paróquia São Luís Gonzaga promoveu na noite da última quarta-feira, 10 de março, uma formação sobre a Campanha da Fraternidade. O encontro foi ministrado pelo formador do Convento Sagrado Coração de Jesus, padre Zaqueu Suczeck, no auditório paroquial. Na oportunidade foi discutida a proposta lançada pela CNBB para 2020, com a temática “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”, inspirada no Evangelho de Lucas: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele (Lc 10,33-34)”.“No Texto Base encontramos a metodologia do ver, julgar e agir. Ver significa olhar para quem está ao redor e podemos fazer isso baseados na realidade de nosso município ou de todo o Brasil”, explica padre Zaqueu.Uma Campanha da Fraternidade em favor da vida lista, já no início de sua proposta, a questão do aborto. “Desde sempre a Igreja defende a vida, que inicia na concepção e termina de forma natural, quando a força se esvai e a pessoa falece. E como a Igreja sempre vai defender a perspectiva da vida, ela sempre se colocará contrária ao aborto”, esclarece o religioso. Outra dimensão apresentada pelo Texto Base é a desigualdade social, sobretudo diante de um contexto no qual poucos concentram muita riqueza, enquanto muitos sobrevivem com quase nada. “Dizem que na nossa região só não trabalha quem não quer. Mas não podemos nos esquecer da realidade, sobretudo dos grandes centros, onde as pessoas passam longos períodos sem trabalho, seja pela falta de estudo, pela falta de experiência ou pela idade avançada. Imagine viver em um contexto de desemprego, de falta de recursos para sustentar a casa e a família”, acentua.
Outras dimensõesAinda citando o Texto Base, padre Zaqueu abordou a dimensão da natureza, voz profética do Papa Francisco e da CNBB, com ênfase na defesa da Floresta Amazônica e da Floresta Tropical, na busca por atitudes mais sustentáveis.As doenças psicológicas também foram citadas, até porque o Brasil lidera o ranking de pessoas acometidas por quadros de ansiedade e depressão. “Muito desses temas estão presentes na nossa casa, na nossa família e na comunidade. Além disso, quais outras realidades precisamos ver?”, questionou. Os leigos presentes citaram a relação política, as pessoas com deficiência, o enfraquecimento dos valores morais, o cuidado com a própria saúde e a situação dos imigrantes. “A vida é um grande dom que Deus nos dá de graça e, ao mesmo tempo, ela é um grande compromisso. Por isso, apenas ver a realidade que nos envolve muitas vezes não é o bastante. E nós somos experts em encontrar desculpas para justificar a nossa consciência”, pontua padre Zaqueu. O religioso questionou sobre o quanto as pessoas ainda são sensíveis ao próximo, ao ponto de sentir a dor do outro. “Se o esposo não sente compaixão pela esposa, ele nunca será capaz de ajudar nos afazeres de casa, por exemplo. Então muitas vezes nós vemos, sentimos compaixão, mas não temos coragem de cuidar de quem precisa ser cuidado. A Campanha da Fraternidade não tem sido apenas um apelo para ver e sentir compaixão, mas também para despertar em nós a coragem, ousadia e audácia de cuidar dos outros”, ensina.Para padre Zaqueu, a proposta de Jesus rompe a realidade do comodismo e do conforto para quem busca ser, verdadeiramente, testemunha da Palavra de Deus. E exatamente por esta razão é utilizada a imagem de Santa Dulce dos Pobres para ilustrar a Campanha da Fraternidade. Foi ela que, a partir de atitudes concretas durante a vida, soube ver, sentir compaixão e cuidar do outro.
Para além da QuaresmaDurante a formação, padre Zaqueu enfatizou também a importância do agir e do despertar para realidades sociais que talvez estejam adormecidas. “O mais importante é entender a nossa vocação de cristão, através de uma vida de oração e de comprometimento. O cristão católico não deveria precisar de uma Campanha da Fraternidade, já que acolhe ao chamado de Deus e esta postura deveria ser uma constante em sua vida. No entanto, a Campanha da Fraternidade nos ajuda a entender nossa vocação neste caminho rumo à santidade”, finaliza.
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A Paróquia São Luís Gonzaga promoveu na noite da última quarta-feira, 10 de março, uma formação sobre a Campanha da Fraternidade. O encontro foi ministrado pelo formador do Convento Sagrado Coração de Jesus, padre Zaqueu Suczeck, no auditório paroquial. Na oportunidade foi discutida a proposta lançada pela CNBB para 2020, com a temática “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”, inspirada no Evangelho de Lucas: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele (Lc 10,33-34)”.
“No Texto Base encontramos a metodologia do ver, julgar e agir. Ver significa olhar para quem está ao redor e podemos fazer isso baseados na realidade de nosso município ou de todo o Brasil”, explica padre Zaqueu.
Uma Campanha da Fraternidade em favor da vida lista, já no início de sua proposta, a questão do aborto. “Desde sempre a Igreja defende a vida, que inicia na concepção e termina de forma natural, quando a força se esvai e a pessoa falece. E como a Igreja sempre vai defender a perspectiva da vida, ela sempre se colocará contrária ao aborto”, esclarece o religioso.
Outra dimensão apresentada pelo Texto Base é a desigualdade social, sobretudo diante de um contexto no qual poucos concentram muita riqueza, enquanto muitos sobrevivem com quase nada. “Dizem que na nossa região só não trabalha quem não quer. Mas não podemos nos esquecer da realidade, sobretudo dos grandes centros, onde as pessoas passam longos períodos sem trabalho, seja pela falta de estudo, pela falta de experiência ou pela idade avançada. Imagine viver em um contexto de desemprego, de falta de recursos para sustentar a casa e a família”, acentua.
Outras dimensões
Ainda citando o Texto Base, padre Zaqueu abordou a dimensão da natureza, voz profética do Papa Francisco e da CNBB, com ênfase na defesa da Floresta Amazônica e da Floresta Tropical, na busca por atitudes mais sustentáveis.
As doenças psicológicas também foram citadas, até porque o Brasil lidera o ranking de pessoas acometidas por quadros de ansiedade e depressão.
“Muito desses temas estão presentes na nossa casa, na nossa família e na comunidade. Além disso, quais outras realidades precisamos ver?”, questionou. Os leigos presentes citaram a relação política, as pessoas com deficiência, o enfraquecimento dos valores morais, o cuidado com a própria saúde e a situação dos imigrantes.
“A vida é um grande dom que Deus nos dá de graça e, ao mesmo tempo, ela é um grande compromisso. Por isso, apenas ver a realidade que nos envolve muitas vezes não é o bastante. E nós somos experts em encontrar desculpas para justificar a nossa consciência”, pontua padre Zaqueu.
O religioso questionou sobre o quanto as pessoas ainda são sensíveis ao próximo, ao ponto de sentir a dor do outro. “Se o esposo não sente compaixão pela esposa, ele nunca será capaz de ajudar nos afazeres de casa, por exemplo. Então muitas vezes nós vemos, sentimos compaixão, mas não temos coragem de cuidar de quem precisa ser cuidado. A Campanha da Fraternidade não tem sido apenas um apelo para ver e sentir compaixão, mas também para despertar em nós a coragem, ousadia e audácia de cuidar dos outros”, ensina.
Para padre Zaqueu, a proposta de Jesus rompe a realidade do comodismo e do conforto para quem busca ser, verdadeiramente, testemunha da Palavra de Deus. E exatamente por esta razão é utilizada a imagem de Santa Dulce dos Pobres para ilustrar a Campanha da Fraternidade. Foi ela que, a partir de atitudes concretas durante a vida, soube ver, sentir compaixão e cuidar do outro.
Para além da Quaresma
Durante a formação, padre Zaqueu enfatizou também a importância do agir e do despertar para realidades sociais que talvez estejam adormecidas. “O mais importante é entender a nossa vocação de cristão, através de uma vida de oração e de comprometimento. O cristão católico não deveria precisar de uma Campanha da Fraternidade, já que acolhe ao chamado de Deus e esta postura deveria ser uma constante em sua vida. No entanto, a Campanha da Fraternidade nos ajuda a entender nossa vocação neste caminho rumo à santidade”, finaliza.
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