Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Uma pandemia que trouxe consigo diversos fatores. Entre eles, a necessidade de ajudar e de ser útil. Do desejo de se colocar a disposição, de se doar pelo próximo. Principalmente pelo próximo que não pediu para estar na situação que se encontra hoje. Assim tem sido os dias na Ação Social da Paróquia São Luís Gonzaga. Sem selecionar grupos, dividir classes ou escolher entre homens e mulheres, atende, desde o dia 8 de abril, a centenas de famílias que viram no apoio concedido pela Paróquia São Luís Gonzaga a oportunidade de garantir um alimento através da cesta básica. É o mínimo do dia a dia de cada um de nós, mas para alguns, para ter acesso a isso, tem sido necessário encarar filas. De segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, são entregues, em média, cem cestas básicas para pessoas que buscam por uma oportunidade de voltar para casa um pouco mais aliviado.É com um grupo reduzido de ajudantes que a Assistente Social e Coordenadora da Ação Social da Paróquia São Luís Gonzaga, Patrícia Antonietti, conta para atender as diversas famílias que procuram ajuda. \"Estamos focados na entrega de alimentos neste momento. Caso venha uma família muito necessitada de roupa, peço para voltar uns dois dias depois para que possamos separar, pois não temos mais o sistema de escolha. Cobertor e lençol também estamos conseguindo entregar, mas o foco é a cesta básica\", explica.Das diversas pessoas que tem procurado ajuda na Ação Social, a maioria está ali pela primeira vez. \"A gente atende nossas comunidades, que são doze, mas a demanda é muito grande, são cerca de cem cestas básicas por tarde e estamos tentando ter um controle em relação às entregas. Mas são muitas pessoas necessitadas e crianças também\", conta Patrícia. Por necessidade, algumas famílias se programam e chegam cedo na fila, para garantir atendimento.A paraense Rosinete Lisboa encontrou na Ação Social a ajuda que precisava para conseguir alimentar a ela e seu esposo perante a dificuldade que tem sido imposta a cada novo dia de pandemia. Se viu diante do desemprego durante a quarentena, e por isso buscou ajuda. “Quase entrei em pânico com essas coisas todas que aconteceram. Parei de trabalhar por conta da pandemia, ficou só meu marido para trabalhar e pagar aluguel, complicou para nós”, lamenta. Rosinete diz que teve conhecimento do atendimento na Ação Social através de outras pessoas que também procuraram ajuda. Contente, na volta para casa levou, além da cesta básica, o alívio temporário. “É importante para nós, porque recebemos aqui o que não estávamos mais conseguindo ter em casa para comer”, confessa.O pai do Nicolas, de apenas dois anos, se programou para ir até a Ação Social. Não só para garantir um lugar na fila, mas para ir com a certeza de que voltaria para casa com a cesta básica. No dia anterior, ele chegou quando o atendimento já estava sendo encerrado. No dia seguinte, lá estava ele, às 12h. Era o primeiro da fila. Cleiton José Gomes da Silva é um dos casos de desligamento da empresa onde trabalhava motivado pela crise econômica causada pelo coronavírus. Sem emprego, o motorista foi para casa junto da incerteza de como conseguiria oferecer o pão de cada dia à família. “Essa cesta básica que a gente conseguiu da Ação Social ajuda muito, volto para casa mais leve hoje. Porque neste momento, estou contando com a ajuda da minha mãe. Ela mora no Pará e de lá ela me ajuda. Mas não é fácil”, conta. Cleiton e sua família moram há um ano em Brusque.
Atendimento na Ação SocialO atendimento é por ordem de chegada. Cada pessoa entrega à Assistente Social comprovante de residência e um documento. Então, é feito um cadastro básico, com nome completo, endereço e bairro onde cada um reside, conforme explica Patrícia Antonietti. \"Em seguida faço um vale-cesta básica com o meu carimbo e minha assinatura e eles retiram na sala ao lado\". A equipe que a auxilia é composta por uma estagiária e quatro voluntários, atualmente. A cesta básica é composta por alimentos, produtos de limpeza e itens básicos de higiene. Para angariar donativos, a Ação Social conta com apoio do movimento Emaús, campanhas solidárias de empresas, como a Pittol e o Studio Fit Life, arrecadações feitas por condomínios, doações de pessoas anônimas, grupos de catequese e famílias.
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Uma pandemia que trouxe consigo diversos fatores. Entre eles, a necessidade de ajudar e de ser útil. Do desejo de se colocar a disposição, de se doar pelo próximo. Principalmente pelo próximo que não pediu para estar na situação que se encontra hoje. Assim tem sido os dias na Ação Social da Paróquia São Luís Gonzaga. Sem selecionar grupos, dividir classes ou escolher entre homens e mulheres, atende, desde o dia 8 de abril, a centenas de famílias que viram no apoio concedido pela Paróquia São Luís Gonzaga a oportunidade de garantir um alimento através da cesta básica. É o mínimo do dia a dia de cada um de nós, mas para alguns, para ter acesso a isso, tem sido necessário encarar filas.
De segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, são entregues, em média, cem cestas básicas para pessoas que buscam por uma oportunidade de voltar para casa um pouco mais aliviado.
É com um grupo reduzido de ajudantes que a Assistente Social e Coordenadora da Ação Social da Paróquia São Luís Gonzaga, Patrícia Antonietti, conta para atender as diversas famílias que procuram ajuda. \"Estamos focados na entrega de alimentos neste momento. Caso venha uma família muito necessitada de roupa, peço para voltar uns dois dias depois para que possamos separar, pois não temos mais o sistema de escolha. Cobertor e lençol também estamos conseguindo entregar, mas o foco é a cesta básica\", explica.
Das diversas pessoas que tem procurado ajuda na Ação Social, a maioria está ali pela primeira vez. \"A gente atende nossas comunidades, que são doze, mas a demanda é muito grande, são cerca de cem cestas básicas por tarde e estamos tentando ter um controle em relação às entregas. Mas são muitas pessoas necessitadas e crianças também\", conta Patrícia. Por necessidade, algumas famílias se programam e chegam cedo na fila, para garantir atendimento.
A paraense Rosinete Lisboa encontrou na Ação Social a ajuda que precisava para conseguir alimentar a ela e seu esposo perante a dificuldade que tem sido imposta a cada novo dia de pandemia. Se viu diante do desemprego durante a quarentena, e por isso buscou ajuda.
“Quase entrei em pânico com essas coisas todas que aconteceram. Parei de trabalhar por conta da pandemia, ficou só meu marido para trabalhar e pagar aluguel, complicou para nós”, lamenta. Rosinete diz que teve conhecimento do atendimento na Ação Social através de outras pessoas que também procuraram ajuda. Contente, na volta para casa levou, além da cesta básica, o alívio temporário. “É importante para nós, porque recebemos aqui o que não estávamos mais conseguindo ter em casa para comer”, confessa.
O pai do Nicolas, de apenas dois anos, se programou para ir até a Ação Social. Não só para garantir um lugar na fila, mas para ir com a certeza de que voltaria para casa com a cesta básica. No dia anterior, ele chegou quando o atendimento já estava sendo encerrado. No dia seguinte, lá estava ele, às 12h. Era o primeiro da fila. Cleiton José Gomes da Silva é um dos casos de desligamento da empresa onde trabalhava motivado pela crise econômica causada pelo coronavírus. Sem emprego, o motorista foi para casa junto da incerteza de como conseguiria oferecer o pão de cada dia à família. “Essa cesta básica que a gente conseguiu da Ação Social ajuda muito, volto para casa mais leve hoje. Porque neste momento, estou contando com a ajuda da minha mãe. Ela mora no Pará e de lá ela me ajuda. Mas não é fácil”, conta. Cleiton e sua família moram há um ano em Brusque.
Atendimento na Ação Social
O atendimento é por ordem de chegada. Cada pessoa entrega à Assistente Social comprovante de residência e um documento. Então, é feito um cadastro básico, com nome completo, endereço e bairro onde cada um reside, conforme explica Patrícia Antonietti. \"Em seguida faço um vale-cesta básica com o meu carimbo e minha assinatura e eles retiram na sala ao lado\". A equipe que a auxilia é composta por uma estagiária e quatro voluntários, atualmente. A cesta básica é composta por alimentos, produtos de limpeza e itens básicos de higiene.
Para angariar donativos, a Ação Social conta com apoio do movimento Emaús, campanhas solidárias de empresas, como a Pittol e o Studio Fit Life, arrecadações feitas por condomínios, doações de pessoas anônimas, grupos de catequese e famílias.
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