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Silêncio orante marca celebração da Paixão e Morte de Jesus

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Um sacrário vazio, com a porta aberta. Um presbitério sem flores, sem velas, sem toalhas brancas. Nesta Sexta-feira Santa, 2 de abril, na igreja Matriz São Luís Gonzaga, o pároco, padre Diomar Romaniv, deu início à celebração da Paixão e Morte de Jesus, ao percorrer sozinho e em silêncio, o corredor central. Logo em seguida, o religioso se prostrou em frente ao altar, acompanhado por centenas de fiéis que, ajoelhados, contemplavam tão sublime momento. O vigário paroquial, padre Flávio Morelli, também estava presente e concelebrou esta segunda parte do Tríduo Pascal.
“Manter o silêncio diante da cruz é o convite principal desta celebração. É importante o silêncio para contemplar a morte de Jesus, narrada em detalhes pelos textos bíblicos que acabamos de ouvir. Hoje, contemplamos em Cristo, os irmãos e irmãs que vivem o suplício da cruz”, disse o pároco, durante a homilia.
Na oportunidade, padre Diomar recordou o Senhor Morto com o coração aberto, do qual jorrava sangue e água. E citou as pessoas que morreram durante a pandemia da Covid-19, sem a oportunidade de despedida ou sepultamento digno. “Ao contemplar Aquele que transpassaram e que reconhecemos como filho de Deus, recordamos os outros filhos de Deus também transpassados, feridos e humilhados em tantas situações”, completa.
Para o pároco, ao observar o Senhor crucificado, é possível recordar o caminho do calvário, no qual Jesus foi preso, condenado à morte, tomou para si a cruz, foi despojado e crucificado. “É o caminho do fracasso para os que olham com desprezo. Mas, na verdade, é o caminho do amor e da doação, que fez brotar a vida eterna que Deus tem para oferecer”, enfatiza.

Caminho da cruz
Durante a homilia, padre Diomar ainda refletiu que o caminho da cruz é o último momento de um processo de doação total de si mesmo que iniciou “quando o verbo se fez carne. O último ato de uma vida entregue a Deus”. 
E a Sexta-feira Santa, pelo segundo ano consecutivo, reforça sua simbologia diante da pandemia da Covid-19 que, na região, tem se confirmado como o pior momento desde então, gerando tristeza, angústia, medo, insegurança e luto na comunidade. “A morte do Senhor não fortalece o sofrimento. Ela nos convida a cultivar a confiança”, frisa padre Diomar.

Próximas celebrações
Ainda nesta sexta-feira, às 20h, pelo Facebook e Youtube da Paróquia São Luís Gonzaga, será transmitido ao vivo um momento de oração em memória às vítimas da Covid-19. 
Já neste sábado, às 19h, inicia a Vigília Pascal e é solicitado que os fiéis tragam velas para a celebração. A missa será transmitida ao vivo e as famílias podem acompanhar esta última etapa do Tríduo Pascal também de casa.
No domingo de Páscoa, a alvorada festiva está marcada para às 6h, seguida de bênção e adoração ao Santíssimo Sacramento. As missas na igreja Matriz acontecerão às 7h, 9h, 17h e 19h. 

 
 
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